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Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço alerta para a prevenção e diagnóstico precoce

27 de julho é celebrado como o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. A data foi instituída com o objetivo de levar informação à população sobre os tumores que acometem a cavidade oral (língua, gengiva, bochechas, assoalho da boca), além da faringe, laringe, cavidade nasal, seios paranasais e tireoide.

É importante ressaltar que o câncer de cabeça e pescoço, ainda que pouco divulgado, é o segundo tipo de câncer que mais acomete os homens (especialmente os de cavidade oral), atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de tireoide se apresenta como o oitavo mais frequente.

Reservar um dia especialmente para abordar esse tipo de neoplasia tem uma razão importante: informar sobre os principais fatores de risco, que são o tabagismo e etilismo, que combinados aumentam em 65% as chances de desenvolvimento da doença. Atualmente a infecção pelo Papiloma Vírus (HPV), tem contribuído para o aumento da incidência do câncer de orofaringe, principalmente amígdalas e base de língua, por isso é fundamental orientar sobre o sexo seguro. Além disso, a data destaca a importância do diagnóstico precoce, que pode aumentar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.

Os sinais e sintomas mais comuns do câncer de cabeça e pescoço são: nódulos no pescoço, disfagia (dificuldade para deglutição), rouquidão persistente, mudança na voz, manchas brancas na boca, aftas frequentes, lesões com sangramento na boca e dificuldade para cicatrização. Caso esses sintomas persistam por mais de 21 dias, é importante procurar um médico.

“O foco de toda a campanha é a prevenção e o diagnóstico precoce. Orientar que quanto mais avançada a doença, menor a chance de cura e maior a morbidade do tratamento. Ainda temos uma população com alto índice de tabagismo e etilismo e agora o HPV tem exercido um papel adicional na gênese desses tumores. Segundo a OMS, no Brasil são 41 mil novos casos por ano desse tipo de doença, logo, a conscientização sobre esses fatores, contribui para uma redução do índice da doença em até 25% em um período de 8 anos. Então, é muito importante essa conscientização”, explica Dra. Ariane Carvalho Cruz, cirurgiã de cabeça e pescoço CIOP (Centro Integrado de Oncologia e Pesquisa) e da UNACON.

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