INCA estima quase 600 mil novos casos de câncer em 2016

 

Em ambos os sexos, o tipo de câncer mais incidente será o de pele não melanoma, com mais de 175 mil novos casos

 

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estima que 596.070 novos casos de câncer afetarão os brasileiros em 2016. Maior expectativa de vida, urbanização e globalização são alguns dos fatores que influenciam esse número.

 

Em ambos os sexos, o tipo de câncer mais incidente será o de pele não melanoma, com mais de 175 mil novos casos. Depois desse, entre as mulheres os mais incidentes serão os cânceres de mama (57.960), cólon e reto (17.620), colo do útero (16.340) e pulmão (10.860). Já entre os homens, as maiores incidências ficam entre os de próstata (61.200), pulmão (17.330), cólon e reto (16.660), estômago (12.920) e cavidade oral (11.140).

 

Os números apresentados pelo Instituto apontam que o câncer está associado principalmente ao envelhecimento da população. Além disso, fatores de risco já conhecidos como tabagismo, obesidade, sedentarismo, consumo de carnes processadas como linguiça e salsicha e alto consumo de álcool também contribuem para o aumento das chances de desenvolver a doença.

 

Especificamente na região Sudeste, a estimativa aponta que os cânceres mais incidentes são próstata, mama e cólon e reto, refletindo o estilo de vida da população, em que prevalece a falta de atividade física, obesidade e alimentação não saudável. Destaque ainda para o tabagismo, que está relacionado a vários tipos de câncer (pulmão, cavidade oral, laringe, esôfago, estômago, bexiga, colo do útero e leucemias). As chances de um fumante ter câncer de pulmão são 20 vezes maiores que um não fumante, e ele ainda tem 10 vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe do que um não fumante.

 

“Essas estimativas nos auxiliam no planejamento e no desenvolvimento de ações que podem controlar a doença. Quando se trata de câncer, a prevenção aliada ao diagnóstico precoce é essencial. É preciso também que a população esteja ciente da importância de se adotar hábitos saudáveis desde cedo. Criar uma rotina que contribua para a manutenção da qualidade de vida é fundamental no combate do câncer”, destaca dr. Tobias Engel, oncologista do CIOP ( Centro Integrado e Oncologia e Pesquisa).